Olá, meninas, e fisio Dani!

Vim aqui hoje deixar o meu relato e feedback após 2 anos da minha alta do tratamento. Eu demorei, mas apareci. Kkk

Quando perdi minha virgindade, aos 19 anos, foi de uma forma brutal e desumana, em um relacionamento no qual eu acreditava que estava com um cara bacana. Ao desabafar com colegas de trabalho (porque eu evitava falar sobre isso no meu círculo mais próximo), descobri que o que eu sofri foi um abuso, e não que apenas eu estivesse errada ou que a culpa sempre fosse minha. Ao pedir para parar, eu não fui respeitada, e isso me gerou sequelas que eu jamais tinha ouvido falar e que nunca imaginei que teriam uma proporção tão grande na minha vida, na minha autoestima e nos meus relacionamentos.

Quando iniciei outro relacionamento, tentei resolver e me ajudar da forma que eu podia, com os conhecimentos que tinha naquele momento. Em nenhum deles eu sabia o que era o vaginismo, apenas achava que o erro era meu e ficava me perguntando o que eu tinha feito de errado. Eu tentava ter relações sexuais e sempre sentia dor. No começo era uma dor nada agradável, mas, mesmo assim, eu continuava e não falava para o meu parceiro (que hoje é o meu noivo). Porém, depois de tanto tentar, chegou um momento em que meu corpo não aguentou mais. O que antes era um incômodo se transformou em uma dor que me fez criar pânico de ter relações sexuais, já que toda vez eu sentia como se uma faca estivesse entrando em mim.

Eu vivi com o meu noivo por 2 anos sem relação sexual, apenas com preliminares, e, mesmo assim, eu me sentia mal. Cheguei a pedir para que ele seguisse a vida dele, porque algo não estava certo e eu não queria que ele ficasse preso a mim por algo que nenhum ginecologista conseguia me explicar ou resolver. Ele se negou, persistiu e disse que isso não seria motivo para um término. Mas nós sabemos que faltava uma parte importante do nosso relacionamento.

Por eu ser uma pessoa tímida para falar sobre esse assunto, evitava conversar com outras pessoas. Então comecei a pesquisar sozinha no Google. Foi quando assisti a um vídeo no YouTube sobre dores durante a relação sexual. Nesse vídeo, a moça falou sobre o vaginismo e seus sintomas. Pronto. Foi ali que meus olhos se abriram, e eu senti um enorme alívio por finalmente entender o que estava acontecendo comigo. Depois desse episódio, pesquisei muito sobre o vaginismo e, com todas as minhas forças, acreditava que era exatamente aquilo que me aterrorizava havia anos e que eu não sabia nomear.

Até que, nessas pesquisas, encontrei a Clínica Débora Pádua. Comecei a acompanhar o trabalho de vocês por muito tempo e, com os relatos, que são de extrema importância, senti a dor das outras meninas assim como sentia a minha. Foi ali que percebi que poderia existir uma solução.

Realizei a avaliação com a Débora. Foi um atendimento humanizado, repleto de carinho e acolhimento. Naquele momento, percebi que eu e meu noivo não estávamos sozinhos. Depois de conversar com ele, entendi que essa era a solução que eu precisava, porque tudo para mim era motivo de desespero: desde a relação sexual até exames ginecológicos, que haviam se tornado uma verdadeira tortura.

Iniciei o tratamento com a fisioterapeuta Daniela Aurélio. Com toda a paciência, dedicação e amor pelo que faz, ela me ajudou mesmo diante da minha rotina difícil, cheia de viagens a trabalho. Foi ali que percebi que eu podia ser vulnerável, demonstrar meus medos e receios. Ela sempre tinha palavras de conforto, incentivo e esperança.

Hoje, após 2 anos de tocar o sino da alta, posso afirmar, com todas as palavras, a felicidade que sinto por ter encontrado todas vocês da clínica. Hoje tenho um relacionamento completo, sem culpa, sem acreditar que o erro era meu, sem dor, sem medo, e poder ter controle sobre o meu próprio corpo é simplesmente incrível. Por mais que o meu noivo tenha tido toda a paciência do mundo, hoje eu sei que estamos vivendo a melhor fase do nosso relacionamento durante esses 7 anos juntos.

Obrigada, Débora, por tanto estudo, dedicação e compromisso com uma causa que ainda tem pouca visibilidade, mas que precisa ser cada vez mais comentada. Depois que frequentei a clínica, percebi que não sou a única e que muitas mulheres chegam até vocês com medo do futuro e do desconhecido. Espero que todas elas encontrem a mesma paz, tranquilidade e felicidade que eu encontrei ao sair daí, porque foi nessa jornada que percebi e vivi, na prática, que vocês salvam vidas e relacionamentos.

Dani, muito obrigada por cada consulta, por cada choro, por cada medo e por cada momento de tristeza. Você nunca tratou nada disso como irrelevante, pelo contrário, sempre acolheu tudo com a importância que cada sentimento merecia. Nunca vou me esquecer de você e sou completamente grata pela sua vida. Você merece todo o sucesso do mundo por tanta dedicação e amor ao que faz. Você me fez sentir leve e confortável em todos os atendimentos. Você é extremamente incrível na sua profissão!

Às meninas da recepção, muito obrigada por tudo. Vocês são a porta de entrada da clínica, e o carinho de vocês faz toda a diferença. Receber mulheres que chegam com tanto medo de forma tão acolhedora e humana é algo essencial.

Espero que toda mulher que esteja com medo, aflita ou em dúvida sobre o tratamento e sobre a possibilidade de uma solução leia o meu relato e o de tantas outras mulheres que estão no perfil da Débora Pádua. Que nenhuma de vocês se sinta sozinha. Hoje eu não sinto mais dor, mas jamais vou apagar uma história de evolução tão linda e significativa da minha vida.

Boa sorte a todas as futuras pacientes. Com a ajuda dessas profissionais incríveis, vocês também vão conseguir.

Obrigada por tudo e um grande abraço a todas. ❤️