Por anos, sentia dores constantes em diversas situações. Exames de rotina, relações sexuais, ao menstruar, ao andar de bicicleta e até simplesmente ao sentar, enfim, a dor sempre esteve presente comigo, fisicamente e, constantemente, mentalmente.
Os exames ginecológicos sempre deram resultados normais, mas todos os ginecologistas que consultei diziam: “é coisa da sua cabeça”, “você precisa de um psicólogo”, “você sofreu algo quando criança e se recusa à lembrar”.
Fiquei seis anos sem ir ao médico, eu tinha medo e acreditava que nada mudaria. Até que, dez anos depois – que as dores constantes haviam começado – decidi tentar descobrir o que eu tinha mais uma vez.
Foi quando encontrei um médico que, ao começar a ouvir minha história, me interrompeu e disse que já sabia o que eu tinha. Ele me fez dois exames naquele dia, papanicolau e ultrassom transvaginal. O diagnóstico foi Vaginismo, algo comum, mas que eu desconhecia. Ele me encaminhou para a clínica da Débora Pádua para fazer o tratamento de fisioterapia pélvica, onde encontrei a doutora Elaine, um verdadeiro anjo.
O tratamento foi libertador. Conheci e entendi o meu corpo e hoje vivo uma vida normal. Sou grata a todos os colaboradores da clínica, em especial à doutora Elaine, por todo o carinho, dedicação, ensinamentos e momentos compartilhados. Agradeço à minha mãe, que tornou o tratamento possível financeiramente e por não soltar a minha mão. E ao meu querido marido, que esteve ao meu lado em todos os momentos e nunca me deixou perder a esperança. Choramos juntos, mas hoje só sorrimos – e nos amamos.
Não desistam e não percam a fé. Deus está com vocês.
