De 0 a 100% – Livre da dor na relação

Oi Pessoal! Hoje temos um depoimento de uma paciente muito querida. ❤️

Tudo começou quando ela tentou perder a virgindade, foram inúmeras tentativas sentindo uma dor intensa. Passado meses tentando ela decidiu nos procurar. Nesse meio tempo, ela conseguiu a “bendita da penetração” ! Problema resolvido ?? Não exatamente, as dores continuavam. Depois de uma procedimento traumático para colocar o DIU, ela decidiu que precisava ir atrás de uma solução para o seu problema.

Hoje ela recebe alta para uma vida sexual normal, sem dor, do jeito que deve ser!

Parabéns para minha paciente! Muito obrigada pelas palavras, graças ao seu empenho hoje você colhe o resultado! Seja feliz! Beijos!!!!

Beijo e boa semana!!! 

 

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Eu tenho 29 anos e minha historia tem 2 dois grandes eventos: A virgindade e O DIU.

A virgindade…

A primeira parte começa em 2014 quando comecei a namorar e com o namoro veio a sensação estranha de que eu teria que fazer sexo, afinal é isso que namorados fazem, mas eu sempre tive muito medo do tal do sexo, porque sempre ouvi milhares de historias das amigas e da minha mãe sobre a enorme dor que era ter a “primeira vez”. Durante o decorrer do namoro eu deixei claro que era virgem e que talvez não quisesse fazer sexo tão cedo, a gente ficava junto, tinham preliminares, mas nunca em hipótese alguma eu queria penetração, eu tinha até aflição de ficar 100% sem roupa com ele “porque eu não queria nada encostando em nada lá embaixo”, porém deu 3 anos de relacionamento e nem eu mesma estava achando normal o fato de eu nem querer tentar a penetração então em 2017 eu decidi que iria tentar penetração, afinal era a coisa mais natural do mundo certo? Não para mim, no dia que marcamos eu estava já passando mal desde casa, me sentindo mal querendo desistir, na hora tudo correu como sempre preliminares (sem oral porque também detestava) e então fomos para a penetração que foi a coisa mais horrível do mundo eu não conseguia nem abrir as pernas, me deu pânico eu comecei a chorar com medo de uma dor que eu nem tive a chance de sentir, meu namorado entendeu aquilo como algo normal de “primeira vez” e não tentamos mais naquele dia.

Dali pra frente houveram inúmeras tentativas erradas, frustradas e horríveis, as penetrações não ocorriam, a dor da tentativa era enorme eu chorava todas as vezes de desespero e frustração, meu namorado sempre me apoiando mas também estava frustrado. Eu sabia que tinha algo errado comigo, mas todo mundo me falava que era normal, que era a minha primeira vez e que não era fácil mesmo, mas eu estava tendo minha primeira vez há 1 ano e não tinha nada normal naquilo. Foi quando eu joguei na internet “não consigo perder a virgindade” “dor no sexo” “medo de penetração” e achei a palavra VAGINISMO pela primeira vez na vida, mas eu não me enquadrava muito bem nesse diagnostico pois falavam de mulheres que tinham passado por violência sexual ou obstétrica ou que tiveram antecedentes ginecológicos ruins e eu não tinha nada na minha historia de vida que pudesse denunciar um possível vaginismo, durante a pesquisa (que durou semanas) achei a Dra. Debora, mandei e-mail para clinica, mas não passou disso pois nesse meio tempo eu consegui a bendita da penetração (VITÓRIA!?),  achei então que estava tudo certo eu era “normal” não tinha esse vaginismo ai que estavam falando, não precisava de ajuda, e agora era só praticar, todas as relações seguintes eu conseguia a penetração mas elas eram péssimas, mecânicas, dolorosas eu tinha dado um passo pra frente mas uns 3 pra trás, eu já estava com ranço de ir pra motel de tentar fazer sexo e tudo que era relacionado, eu já nem queria olhar duas vezes pro meu namorado pra ele não querer vir me beijar. Aceitei que eu era uma mulher que talvez não gostasse de sexo, porque a penetração eu já tinha conseguido estava tudo certo eu só não conseguia gostar daquilo.

 

O DIU…

Dezembro de 2018, eu já tinha aceitado que não gostava de sexo, porém já me sentia uma mulher “super” sexualmente ativa, então decidi colocar o DIU, então lembrei que para por o DIU tinha que usar o espéculo, que eu NUNCA usei na vida, pois era virgem e nunca tinha feito um exame especular na vida, então na véspera de colocar o bendito DIU eu entrei em desespero, um desespero que nunca senti e nem sabia porque estava sentindo, afinal eu já não era mais virgem, o espéculo iria entrar normalmente. No dia de colocar o DIU eu tremia, suava, eu pedi para a médica colocar o menor espéculo que ela tinha porque eu tinha um “probleminha” lá embaixo mas não disse que era meu “primeiro espéculo”, ela foi muito atenciosa mas claro que não deu certo, eu deitei na maca ela colocou o espéculo e eu simplesmente surtei, senti que aquilo estava me rasgando por dentro eu fechava a perna e a Dra. não entendia nada, ela me pedia calma e eu gritava, minha amiga tinha que segurar minha perna pra eu não jogar o espéculo longe, foi assim uma barbárie. Ela pôs o DIU (nem eu nem ela sabemos como) e assim que terminou me disse: “VOCÊ TEM VAGINISMO! Vá procurar ajuda” E eu apesar de ter acreditado lá atrás que eu era ”normal” por ter conseguido a penetração, pensei: EU SABIA!

Não pensei duas vezes e no mesmo dia marquei uma consulta com a Dra. Debora, foi feita a avaliação (da qual gostei muito) onde fui diagnosticada com vaginismo moderado e me passaram 12 sessões com a Dra. Debora mesmo, apesar de todo o processo ter sido muito sério eu tinha meu pé atrás porque o que sentia (fisicamente e psicologicamente) era tão pesado e difícil de lidar que não achava possível alguém me curar 100%. Mas aconteceu, eu dei inicio a uma jornada incrível de autoconhecimento que nunca tinha tido na minha vida, eu nunca tinha sequer me olhado “lá embaixo”, eu sou da área da saúde e eu nunca tinha olhado minha própria anatomia.  A cada exercício realizado eu via uma melhora significante, era incrível. Quando, após 3 meses, fui liberada para a relação sexual, ela aconteceu e eu só não gritei “MILAGRE!“ Porque eu sabia que na verdade teve muito esforço da minha parte e um trabalho sensacional da Dra. Débora. Tive alta agora e não poderia me sentir mais completa, sinto que houve uma mudança em mim em todos os setores da minha vida que envolvem o sexo, eu consigo falar de sexo, eu não tenho mais medo de sexo, eu não tenho mais vergonha do meu próprio prazer, eu me sinto livre, eu estou livre.

Gostaria de agradecer a Dra. Debora e sua equipe incrível, o trabalho de vocês é importante o trabalho de vocês salva-vidas. Eu amo quem eu sou depois de vocês.

Obrigada por tudo!

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