“Agora consigo fazer exames ginecológicos e ter relações sexuais sem dor”

Olá pessoal!

Hoje o relato de uma paciente que sempre teve dificuldades em lidar com sua sexualidade em função de uma educação sexual rígida. Ela perdeu a virgindade aos 30 anos e descobriu o Vaginismo! Um novo amor foi seu grande incentivador para buscar ajuda!❤️

À minha paciente, desejo que seja muito feliz! Parabéns pela conquista! 😘

À Dra Rose meus agradecimentos! Profissional muito comprometida e competente! 😊

Mulher desenho editada

A minha descoberta do vaginismo aconteceu a um ano atrás (2016) pela ginecologista do posto de saúde da minha região. Sempre me consultava com ela, mas nunca tinha feito um exame ginecológico e em uma consulta ela pediu para eu deitar na cadeira ginecológica e eu falei que não era preciso, foi então que ela diagnosticou o vaginismo.

Na época não dei muita importância para o diagnóstico porque eu sempre achei que as questões que sentia e vivia eram psicológicas. Pra falar a verdade a ginecologista também achava isso, pois além do diagnóstico de vaginismo que ela não soube me explicar ela me encaminhou para o departamento de sexualidade humana do hospital das clínicas. Porém não dei atenção nenhuma para esse diagnóstico e continuei com a terapia/ psicológica que já fazia inclusive por encaminhamento dessa ginecologista. Sempre tive dificuldades de lidar com minha sexualidade por conta da educação recebida pelos meus pais e bem castradora por parte de minha mãe.
Sempre tive dificuldades de me relacionar com os rapazes, hoje sei que era por conta da disfunção sexual (vaginismo), achava não ter sorte no amor. Hoje vejo que eu tinha medo de me relacionar porque o sexo era um problema que teria que enfrentar ao me relacionar com algum homem. Mesmo sabendo que fazia parte de se relacionar (o sexo) sempre o vi como um problema, claro que a questão da virgindade também fazia parte desse pacote e eu acreditava que iria se resolver apenas com terapia.

Como a vida é uma caixa de surpresas, me apaixonei por um homem que tinha um relacionamento. A terapeuta dizia que o impedimento dele ter compromisso era algo que de certa forma eu gostava porque no fundo não seria possível ter um relacionamento de verdade. Quando o conheci eu era virgem, o que para ele não tinha importância porque no início nossa aproximação era por afinidade e amizade, que com o tempo foi crescendo por ambas as partes. Convivíamos diariamente e fomos criando intimidade quando a paixão tomou conta de nós. E eu resolvi que queria ter relações sexuais com ele. Na primeira foi difícil, com muita dor, mas como era a primeira achei ser normal. Não tinha uma amiga pra compartilhar porque todas as minhas amigas já tinham deixado de serem virgens com 18/20 anos e eu já estava na casa dos 30 anos, como iria conversar sobre a primeira vez, quando a maioria estavam preocupadas com casamentos, filhos, divórcios, e eu começando ou tentando começar a vida sexual, com muita dor.

Como ele era um homem experiente sempre me tranquilizou em relação as nossas tentativas. Eu no fundo achava que não conseguia ter relações com ele pelo fato dele ter compromisso com outra. Até que um belo dia ele separou-se da outra, então pensei agora não há nada que impeça e finalmente vou conseguir me entregar sem culpas. Mas não foi isso que aconteceu, inclusive marcamos uma viagem onde estaríamos tranquilos e a vontade, não tinha como não acontecer. De todas as vezes que tentamos essa foi a pior, a sensação era de que o canal vaginal tinha uma parede, não passava nem o ar. Isso me deixou muito mal, sem contar a dor física de tentar a penetração. Fizemos algumas tentativas, mas a cada uma delas doía muito. Voltamos da viagem muito frustrados, mas não conversamos sobre o assunto.

Foi então que me sentindo desesperada, triste, frustrada e achando que tinha alguma doença fui buscar uma resposta na internet. Quando achei o site da clínica da doutora Débora Pádua. No site encontrei explicações e vídeo ilustrativos sobre o que era vaginismo. Foi aí que descobri que tinha e que precisava de ajuda. Claro que estava muito insegura, mas com coragem para pelo menos tentar resolver isso. Depois de assistir muitas vezes os vídeos da doutora Débora marquei uma avaliação, fui com medo, mas determinada a me curar, porque já havia lido que era possível se curar. Por ter assistido tantas vezes os vídeos da doutora Débora parecia que já à conhecia e isso me tranquilizou um pouco.

Fui muito bem recebida na clínica por todas, desde a recepcionista do prédio as doutoras Débora e Rose. Após a avaliação e orientações de como seria o tratamento iniciei na semana seguinte com a doutora Rose, foram dois meses de tratamento com doze sessões. No início não conseguia imaginar que iria conseguir não sentir mais dor, porque doía muito só de imaginar. Mas os dias foram passando, eu seguindo as orientações da doutora Rose, fazendo o tratamento a risca. Quando finalmente, a doutora Rose me liberou para fazer os exames ginecológicos, que eu tinha muito medo de fazer, só de imaginar algo sendo introduzido era algo que me causava pânico. Mas a doutora Rose havia me preparado para todas as situações.

De fato após o tratamento consegui fazer os exames ginecológicos e ter relações sexuais sem nenhuma dor. Parecia mágica, mas era real, no começo ainda assustava, mas depois comecei a ter consciência que conseguia e que não existe mais dor.

Esse é o meu depoimento e agradecimento a doutora Rose e sua equipe, pelas palavras nos dias em que parecia que não ia conseguir, obrigada e muito sucesso para doutora Débora e doutora Rose.

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