Um começo frustante, mas um final lindo livre do Vaginismo


Olá pessoal! Hoje temos um lindo depoimento de mais uma paciente que recebeu alta aqui na Clínica. Como muitas aqui na Clínica depois de algumas experiências frustadas em ter relação, ela logo começou a associar sexo a algo ruim, a dor. Inconscientemente essa associação causa um ato reflexo do organismo contraindo os músculos do assoalho pélvico e estreitando o canal vaginal, isso é o Vaginismo. Não adianta, forçar só irá machucar ambos. 😣

Ela fez o tratamento direitinho com o apoio do seu Namorado e hoje está recebendo alta, conhecendo o que realmente o relação sexual tem que ser, algo prazeroso e mais importante de tudo sem Dor. 

Obrigada pelas lindas palavras Querida!!! Eu que agradeço, foi um prazer! Seja muito feliz!!!! ❤️❤️❤️

Olá, tenho 20 anos e namoro a 1 ano e 7 meses. Vou contar um pouco da minha história.
Fui criada pelos meus avós, eles sempre foram muito rígidos. Homem não podia nem entrar em casa. Passei minha adolescência com muito medo de tudo que envolvia algum tipo de penetração e evitava relacionamentos por conta disso. Na época do colegial, minhas amigas sempre chegavam até mim para contar às experiências que tinham tido com seus namorados, eu escutava, mas não sabia por que achava tudo aquilo errado, demorou e foi difícil me abrir para ter uma experiência.

Comecei a namorar com 18 anos, aos 9 meses de relacionamento fomos tentar nossa primeira relação sexual. Não foi como eu esperava, não conseguimos realizar a penetração. Na primeira vez achei normal, pois estava nervosa. Tentamos de novo e não conseguimos, e assim seguia. Não havia a presença de dor, não à física, porque meu namorado já estava ficando abalado. Agradeço a ele toda paciência e companheirismo que teve comigo, mesmo diante de tanta frustação. Porque não foram meses fáceis e eu acabava me culpando sempre por toda aquela situação.

Passei dias chorando, tentando entender o porquê estava acontecendo tudo aquilo. Conversar com minhas amigas já me fazia sentir mal, pois todas elas conseguiam, e eu não. O que havia de tão errado comigo?

Fui ao ginecologista e me disseram para relaxar. Sério? Relaxar ainda mais?

Diante de toda aquela situação, já fazia de tudo menos relaxar. Depois de alguns meses algo inesperado aconteceu, precisei passar por duas cirurgias para retirada de pedras nos rins. Depois de todo o processo cirúrgico e a minha recuperação, eu e meu namorado decidimos tentar novamente. Foi quando o pesadelo começou. Na primeira tentativa eu senti muita, mas muita dor. Sentia vontade de chorar, de pedir para ele ir para bem longe. Depois que o nervosismo passou comecei a achar que a culpa para tanta dor fosse o processo cirúrgico, por que afinal, introduziram tantos aparelhos pelo meu canal vaginal que acreditei que poderia ter machucado.

Infelizmente associei sexo à dor, não era algo prazeroso para mim. Quando falavam algo sobre, ou via cenas de sexo na televisão não me agradava, apenas pensava em como aquilo causava dor. Nossa relação começou a ficar incompleta, faltava algo, por mais que ele me amasse, sexo era essencial, então o medo dele me deixar foi maior que o medo que sentia ao tentar fazer sexo. Foi quando decidi procurar ajuda novamente.

Fui até a internet procurar algo sobre ‘dor na relação sexual’, havia tantas matérias, tantos relatos. Encontrei a página da Dr. Débora Pádua e comecei a ler os depoimentos e nunca me identifiquei tanto com algo. Todas aquelas histórias, se pareciam tanto com o que estava passando. Então percebi que não era a única a sofrer com esse problema. Resolvi marcar uma avaliação. Fiquei ansiosa e com a esperança que finalmente pudesse encontrar uma solução para o que estava passando. No dia da avaliação meu namorado foi comigo, e fui diagnosticada com vaginismo moderado, onde foi aconselhado realizar 15 sessões no tratamento.

Comecei o tratamento com a Dr. Débora com certo nervosismo, mas conforme ia às sessões e via a evolução ficava muito feliz e a esperança só aumentava. Esforcei-me ao máximo para não faltar em nenhuma sessão e concluía o exercício direitinho. Meu namorado sempre foi compreensivo comigo durante o tratamento e isso me ajudou muito nos resultados. Cada etapa das sessões ele vibrava junto comigo, o fato dele nunca ter me pressionado para fazer algo e ter demonstrado que iria me esperar não importasse o tempo me deixava muito feliz e me dava força para chegar até o final.

A confiança na Dr. Débora também foi indispensável.
É com muita emoção que digo que consegui ter a primeira relação sexual com meu namorado. Nem acreditei quando recebi alta e estava liberada para ter uma nova experiência que antes achava impossível ter. Hoje em dia faço exames ginecológicos que antes me causavam muito medo de tentar.

Sou muito grata à Dr. Debora, seu trabalho é incrível. À Dr. Kelly que foi um amor de pessoa, muito obrigada!
Só quem passa por tudo isso sabe como é doloroso e gratificante quando chega ao fim.
E acreditem, pássaros criados em gaiolas acreditam que voar é uma doença (Alejandro Jodorowsky). Meus olhos enchem de lágrimas ao saber que estou curada e meu depoimento pode ajudar outras mulheres.