10 anos de Dor na Relação agora é passado!


Oi pessoal! Mais um depoimento para mostrar que o que parecia impossível por 10 anos se torna possível com determinação da paciente e tratamento profissional.  

Como ela mesmo diz em suas palavras, espero que você que está lendo esse depoimento busque ajuda profissional o quanto antes, vaginismo  ou outras disfunções sexuais tem tratamento e cura!

Obrigada mais uma vez pelo lindo depoimento! Parabéns e felicidades!!!

Bjo!!!

Minha motivação ao escrever este depoimento, além da gratidão por finalmente ter conseguido encontrar a solução para o meu problema, é a oportunidade de ajudar outras mulheres que estão passando pela mesma situação que eu passei. Foi ao ler depoimentos como esse que eu vi uma “luz no fim do túnel” e tive esperanças de encontrar ajuda.

Tenho 33 anos, sou casada há 7 mas comecei a namorar meu marido há quase 13 anos atrás. Somos católicos, mas sexo antes do casamento nunca foi um problema nem fazíamos questão de casar virgens. Desde cerca de um ano após o início do namoro já tínhamos relações, mas quando finalmente decidimos tentar a penetração, simplesmente não conseguimos. Parecia que havia uma barreira física, que a minha vagina era “fechada”, era impossível. Ainda fizemos algumas poucas tentativas ao longo dos anos de namoro, mas todas frustradas. Falei sobre isso com minha ginecologista na época. Ela achou estranho, porque conseguia fazer os exames ginecológicos em mim, inclusive utilizando o espéculo (apesar de eu sentir bastante dor). Então ela me encaminhou a uma sexóloga para uma avaliação.

A sexóloga conversou bastante comigo na primeira consulta, me examinou e disse que só o fato de eu não “surtar” ao ser examinada, além de conseguir fazer os exames ginecológicos, já era um bom sinal. Concluiu que fisicamente estava tudo bem comigo, que eu só precisava “relaxar” (até me receitou um floral). Fiz algumas sessões de acompanhamento e alguns exercícios que ela me passou, mas que eram mais focados em fazer com que eu conhecesse melhor o meu corpo. Depois disso até consegui começar a usar absorvente interno, o que já considerei um grande progresso, mas nada de penetração. Aliás, não vi nenhuma evolução nesse sentido.

No meio desse período casamos e meu marido e eu mudamos para São Paulo, então interrompi o tratamento com ela mas segui me consultando com a mesma ginecologista. A cada vez que ia a uma consulta e tinha que dizer a ela que ainda não havia conseguido ter uma relação “completa”, sentia uma tristeza enorme. Naquele momento parecia que o meu “fracasso” se materializava, pois eu era obrigada a verbalizar algo que me frustrava e que eu esperava já ter superado. Lembro que em uma das últimas consultas, falando sobre minha vontade de ser mãe e a dúvida se isso seria mesmo possível dado o meu problema, ela disse que eu poderia pensar em inseminação artificial. Fiquei sem saber o que responder, saí de lá ainda mais frustrada e triste.

Durante todos estes anos meu marido foi extremamente carinhoso e compreensível, o que me fazia sentir ainda mais culpada por “trazer este problema” para nossa vida de casal. Assim como outros casais que enfrentam esse problema, acabamos encontrando outras formas de ter e dar prazer, mas para nós dois faltava esse “algo a mais”… Eu me perguntava se isso acontecia somente comigo, pois todas as minhas amigas falavam tranquilamente sobre relações sexuais, engravidavam, enfim, tinham uma vida sexual saudável e normal. Eu nem tinha coragem de falar sobre meu problema com ninguém além do meu marido. Também nunca ouvi nem li nada sobre pessoas que “não conseguiam ter relações sexuais”. E se nem a ginecologista nem a sexóloga haviam conseguido encontrar uma solução para o meu caso, concluí que o problema só acontecia comigo e comecei a me conformar com essa condição.

Até que, há cerca de três meses, após mais uma tentativa frustrada, pedi ajuda a Santa Rita de Cássia (de quem sou muito devota). Pedi a ela com muita fé que me ajudasse a encontrar uma solução para esse problema. Uma semana depois, encontrei o blog da Dra. Débora Pádua.

Encontrei o blog ao decidir procurar, pela primeira vez, alguma informação na internet que pudesse me ajudar. Acho que, inconscientemente, sentia vergonha de procurar coisas sobre o assunto “sexo”, por isso nunca havia pesquisado antes. Foi no blog que li pela primeira vez o termo “vaginismo”, do qual eu nunca havia ouvido falar. Li depoimentos, assisti aos vídeos da dra. Débora e decidi ligar bem cedo no dia seguinte para agendar uma consulta.

A semana que se passou até a minha consulta foi de uma felicidade só. Me sentia leve, esperançosa. Saí com meu marido para jantar e só então contei para ele que havia encontrado a clínica (acho que o medo da frustração me fez querer primeiro ter certeza de que havia encontrado uma possibilidade real de tratamento). Ele ficou tão feliz que até quis brindar! Isso me deixou ainda mais radiante.

Fiz a consulta de avaliação com a dra. Daniele e com a dra. Rose, pois a dra. Débora estava em licença maternidade. As duas foram tão profissionais e, ao mesmo tempo, tão queridas, que me deixaram ainda mais segura. Elas realizaram o exame e me deram o diagnóstico de vaginismo leve, e disseram que provavelmente em dez sessões eu concluiria o tratamento. Não conseguia acreditar que meu caso era leve e que tinha solução! Já marquei a primeira sessão para a semana seguinte, para iniciar o tratamento com a dra. Daniele.

A cada sessão eu sentia e via o progresso. Fazia em casa os exercícios que a dra. Daniele recomendava, sem esquecer um dia sequer. Até que, há duas semanas atrás, depois da minha oitava sessão, fui liberada para fazer a primeira tentativa. Conseguimos! Eu olhava para meu marido e dizia que não acreditava que aquilo estava acontecendo. Um problema que me atormentou por tantos anos finalmente ter sido resolvido, era bom demais para ser verdade. Mas era! A sensação é inexplicável.

Esta semana tive minha décima sessão e concluí o tratamento, muito feliz. Agora nem acredito que estou aqui, escrevendo um depoimento como aqueles tantos que eu li e que me encheram de esperança… Agradeço muito à dra. Débora, pelo trabalho incrível de divulgação e de ajuda às mulheres que sofrem de uma disfunção ainda tão desconhecida; à dra. Dani, pelo carinho, pelas conversas e pelo profissionalismo impecável durante todo o tratamento; à Victoria, pela gentileza na recepção e auxílio incansável; e principalmente à minha Santa Rita de Cássia, que atendeu minha oração e me concedeu esta graça, entre tantas outras já concedidas…

Espero de verdade que, ao ler este texto, você também se encha de esperança por ter encontrado uma possibilidade de tratamento para o seu problema. E que, em breve, esteja escrevendo o seu depoimento com a mesma felicidade que eu estou sentido neste momento. Boa sorte!