Atitude, a diferença que trouxe a cura do Vaginismo


Boa noite pessoal! Segue mais um depoimento de uma paciente que recebeu alta aqui na Clínica.

No seu texto, ela elucida muito bem os problemas que a maioria das mulheres com vaginismo passam e coloca um ponto muito importante para a cura, Atitude! Atitude para buscar ajuda, para fazer o tratamento conforme orientação. 

Parabéns querida! Ficamos muito feliz com sua história de superação!

Parabéns Dani! Minha equipe é fera!!!

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Quando adolescente, perdi minha virgindade sem grandes problemas. Algumas pessoas, inclusive meu ex-namorado, diziam que a primeira relação seria bastante dolorosa. Pra mim, no entanto, foi até bem tranquila. E as relações seguintes também.
Apesar de sexo não ser um problema para mim, eu tinha muito medo de exames ginecológicos. Aliás, ficava em pânico só de imaginá-los. Todos os anos, quando minha mãe me levava ao ginecologista, eu mentia para o médico. Dizia que era virgem e, assim, me livrava da tarefa de ter de realizar exames ginecológicos. Aos 20 anos de idade, tomei uma decisão. Iria procurar uma ginecologista (de preferência, mulher) e realizaria meus exames. E assim foi feito.
Mas a médica que escolhi não foi lá uma das melhores. Me deu uma bronca por eu nunca ter feito um papanicolau e agiu de maneira bem ríspida ao tentar fazer o exame. Sim, “ao tentar”, porque, naquele dia, nada foi feito. Tremi da cabeça aos pés ao deitar na maca e senti uma das piores dores das que me recordo quando a médica encostou o espéculo em mim. Ela insistia para eu relaxar e dizia coisas como: “você não está deixando eu fazer o exame”. Depois de muito desentendimento, ela desistiu de realizar o papa e me passou alguns exames para realizar em laboratório. Foi aí que minha história de vaginismo começou (sem que eu soubesse).
No laboratório, suei frio para realizar os exames. O Papanicolau foi feito sem “cerimônia” alguma por uma profissional que me dizia: “aguenta aí!”. Dali em diante, minha vida sexual começou a ir muito mal.
Ainda aos 20, engatei um novo namoro. Em todas as relações com este namorado, senti dores absurdas. Até evitava ter relações para não senti-las. Alguns meses depois, este namoro foi desfeito. No ano seguinte, conheci outro rapaz e, para minha infelicidade, o sexo era algo impossível. Se com o namorado anterior era doloroso, com este era impossível a penetração. Não entrava na minha cabeça como que, no passado, sexo não era problema para mim e, de repente, ele havia se tornado um grande sofrimento.
Os anos se passaram. Neste período, evitei namoros. Evitei exames ginecológicos e tudo que pudesse me remeter àquelas lembranças de dor (física e emocional) que o vaginismo me causava. Eu não fazia ideia ainda de que tivesse vaginismo, mas no fundo sabia que algo não ia bem.
Aos 25, conheci uma pessoa muito especial. Todas as tentativas de afastar relacionamentos foram ali perdidas. Me vi em uma situação inédita de entrega e, finalmente, me senti preparada para viver (e superar) aquilo que tinha se tornado meu grande medo: o sexo.
Minha primeira tentativa de relação sexual, depois de quase 5 anos, foi desastrosa. Não foi possível a penetração. Qualquer toque me era muito doloroso.
É difícil descrever uma sensação como essa. A dor física passa, mas a emocional não. A autoestima balança e você se sente como que um alienígena na Terra. Tudo o que eu procurava na internet me desanimava. Depoimentos tristes de mulheres com histórias parecidas com a minha. Então encontrei a clínica da Débora. Diferente de tudo o que já tinha visto, o site apresentava depoimentos muito positivos e animadores de mulheres que se curaram do vaginismo. Pessoas com situações até mais complexas que a minha e que superaram muito bem essa condição.
Rapidamente marquei uma avaliação. Fui diagnosticada com vaginismo secundário, de importância moderada. Débora me passou 15 sessões. O que mais me animou nessa primeira visita à clínica foi que, independente da causa, Débora me garantiu que alcançaríamos resultado. Ela me explicou que o vaginismo é caracterizado por contrações involuntárias da vagina e que isso, ao longo do tempo, causa alterações físicas no canal. Independente da causa do meu vaginismo, conseguiríamos resultado ao término das sessões.
E assim foi. A cada sessão uma melhora. Aos poucos fui me tornando capaz de fazer coisas que antes achava que seriam – para sempre – impossíveis para mim: aprendi a usar absorvente interno, consegui realizar os exames ginecológicos… E, na 12ª sessão, fui liberada para as relações sexuais. Claro que minha primeira vez depois de tanto tempo não foi lá uma cena de livro, mas deu tudo muito certo. Hoje sinto que superei um grande obstáculo em minha vida e a gratidão que tenho à Dra. Daniele Moreira, que me acompanhou nessa jornada, é imensa.
O que posso deixar para as mulheres que procuram este site na esperança de cura é: não deixem de fazer o tratamento. Não liguem para o que as pessoas dizem. Não é vinho que resolve o vaginismo, tampouco receitas caseiras de internet. O que muda a condição da mulher com vaginismo é, em primeiro lugar, a atitude; a decisão de querer fazer o tratamento. E, em seguida (sem sombra de dúvida!), a fisioterapia.