Mais uma para o Time sem Vaginismo!


Olá pessoal! Tenho o prazer de postar mais um depoimento de uma de nossas pacientes que após o tratamento superou o Vaginismo.  Parabéns querida!!!! E parabéns a nossa Fisio Dani, que com sua orientação trouxe mais uma mulher para o time das sem Vaginismo!

Tenho 23 anos, faz 3 anos que estou com meu primeiro namorado que foi com quem tentei pela primeira vez ter relação. Demoramos para começar a tentar, tinha um pouco de medo e não queria pensar muito no assunto – minha família nunca foi muito religiosa, mas por ser um tanto conservadora acabei crescendo com uma imagem distorcida de sexo, inconscientemente.
Uma noite, depois de beber um pouco resolvemos tentar pela primeira vez, doeu, ele teve que forçar bastante. Já imaginava que seria assim por ter ouvido que muitas vezes dói com a primeira tentativa. Tentamos outra vez e continuou doendo, tentei focar em não sentir dor, mas mesmo depois da relação doeu.
Passei a achar que a forma menos dolorida de fazê-lo seria bebendo, que o problema seria não estar relaxada. Era sempre a mesma coisa, me forcei a fazer várias vezes mesmo sentindo dor e no dia seguinte ardendo.
A dor e a ardência foram aumentando e por isso perguntava insistentemente à minha ginecologista se havia algo errado comigo, se havia algo a ser feito. Ela sempre me mandava relaxar, dizia que era por nervoso e um dia me indicou um lubrificante, dizendo que daria tudo certo.
Convencida de que ela estava com razão comprei litros de lubrificante na esperança de que relaxando e usando aquilo meus problemas acabariam. Não funcionou. Tentamos muitas vezes, não tinha jeito.
Perdi completamente a libido e quando meu namorado me encostava já ficava angustiada, retraída, com uma verdadeira aversão a situação. Paramos de tentar, por mais de um ano ficamos sem tentar, os dois frustrados. Eu me sentindo deformada, com a autoestima e o emocional abalado, me achando frigida e incapaz de ter um relacionamento normal e ele se sentindo abandonado e não desejado.
Quando voltei na ginecologista já havia pesquisado bastante sobre disfunção sexual – decidi parar de fingir que não via o elefante branco na sala – quando disse que ainda sentia dor ela não levou à sério de novo, mas resolvi insistir que eu com certeza tinha vaginismo, ao que ela respondeu que no máximo eu deveria ter uma leve dispareunia, e que existia uma fisioterapia para isso. Chegando em casa voltei ao Google para ler tudo sobre dispareunia, assoalho pélvico e qualquer coisa remotamente ligada ao assunto. Encontrei assim o site da Débora. Passei horas lendo e chorando com os depoimentos, mesmo não tendo um vaginismo grave eu sentia exatamente o que elas relatavam.
Li em muitos sites diferentes histórias de mulheres que demoravam anos para buscar ajuda e por conta disso terminavam relacionamentos especiais, me vi sentindo esse deslocamento e desamparo por toda uma vida, então resolvi marcar uma consulta. Estava com bastante medo dessa primeira avaliação, pois se eu tivesse alguma disfunção teria a chance de não ser curada e se eu não tivesse aí que não seria curada mesmo…
Fiz a consulta inicial e diagnóstico confirmado: Dispareunia leve (mas não tão leve quanto me fez crer a ginecologista), foi um exame bem dolorido.
Depois de 8 sessões com a Dra. Dani fui liberada para tentar!
Não consegui. Fiquei com medo por conta do desconforto inicial, então minha ansiedade aumentou a ponto de me fazer voltar a achar que afinal não existia cura para o que eu tinha, que todo o progresso na fisioterapia tinha ido por água a baixo. Chorei e fiquei arrasada, mas acho que foi nesse momento em que meu namorado finalmente entendeu de verdade o quanto aquilo significava para mim e quão mal eu me sentia. Por volta dessa época já vinhamos conversando sobre o assunto, nos abrimos sobre nossas frustrações e medos, conseguimos fazer um ao outro entender as próprias questões e resolvemos, por bem, diminuir nossa expectativa a respeito disso, parando de falar sobre e permitindo que tudo se ajeitasse naturalmente.
Voltei na consulta com a Dra. Dani que me assegurou que não funciona dessa forma o tratamento, não há como regredir dessa maneira, que minha ansiedade e expectativa que haviam atrapalhado e que terminando as 10 sessões faríamos mais duas, se fosse o caso.
Depois dessa sessão deu tudo maravilhosamente certo! Parecia um milagre realizado pelas mãos e palavras da Dra. Dani, que desde o começo foi extremamente doce e compreensiva, conversando sobre tudo com a maior paciência e atenção do mundo.
Ter uma disfunção sexual não é apenas não conseguir ter uma relação íntima saudável; fazer essa fisioterapia no consultório da Dra. Débora não foi, para mim, somente uma ajuda no campo sexual, pois a sexualidade em geral, não está dissociada dos outros campos da vida. Elas regeneraram minha autoestima, me fizeram entender e aceitar meu corpo, me mostraram como a relação com o seu corpo mostra e define a relação com o mundo à sua volta. Isso tudo com palavras doces e descontraídas, e é claro, a cura para a dispareunia!
Temos o direito de sentir prazer na nossa própria pele.
Muito obrigada Dra. Dani e Dra. Debora pelo trabalho maravilhoso, que sorte que tive de encontrar vocês!
Espero todas que estejam enfrentando esse problema agora encontrem a cura.