Mulheres bem resolvidas tb tem Vaginismo!


226127_3263923811718_1630102940_nPensa em uma moça bonita, bem resolvida, mas que escondia o Vaginismo, essa é a história de uma paciente muito querida e que conseguiu superar o Vaginismo em pouco tempo!

Sempre fui uma pessoa muito reservada, principalmente para relacionamentos. Nunca gostei da ideia de me envolver com qualquer pessoa, então só fui ter a minha primeira relação com meu primeiro namorado. Estamos há quatro anos juntos (tenho 24 anos) e, durante todo esse tempo, tivemos muitas decepções em nossa vida sexual.

Por muito tempo, sexo foi um peso no nosso relacionamento. Era um assunto bem nebuloso, porque ambos queríamos tentar, mas sabíamos que as chances de dar certo eram mínimas. Então muitas vezes parávamos nas preliminares para não estragar o fim de semana. Só que isso começava a se tornar algo extremamente frustrante, então tentávamos novamente. Nunca dava certo.

Eu sentia muito desconforto, muita dor. Uma sensação de queimação, ardência, como se ele estivesse rompendo algo dentro de mim. Sexo parecia errado. Às vezes, ele nem conseguia colocar o pênis inteiro, porque eu me contraía tanto com medo de sentir dor que uma espécie de barreira se formava em minha vagina. No começo achamos que era só nervosismo. Tentei me soltar com álcool, mas continuei sentindo dor.

Foi aí que percebemos que tanto nervosismo não podia ser normal, porque somos realmente parceiros e companheiros um do outro. Não havia motivo para eu me sentir assim. Foi preciso três anos e meio para eu descobrir o problema: vaginismo. E tive que descobrir sozinha, porque as ginecologistas que frequentei nos últimos anos (sempre com muita dor e suor frio durante os exames) me disseram que era frescura e que eu só precisava relaxar. Como se fosse fácil assim.

Com muita ansiedade, realizei a minha primeira consulta com a dra. Débora e ela me diagnosticou como um caso leve de vaginismo. Ao todo, eu precisaria de dez sessões para me livrar do problema. Com muito receio de que não desse certo eu agendei todas as sessões semanais, tomando o cuidado de não faltar em nenhuma para não interromper ou prejudicar o tratamento.

Não vou mentir. Foi um período extremamente difícil em que meu lado emocional ficou muito abalado. Por mais que tenha sido reconfortante saber que tantas outras mulheres sofrem do mesmo problema, eu continuava me sentindo uma aberração – e o tratamento esquisito com bolinhas de tênis e bolsa de água quente só confirmou isso.

A questão é que eu notei que, aos poucos, comecei a me soltar. Durante as sessões, a dra. Débora faz uma passagem no canal vaginal para esticar a musculatura, e foi ótimo ver que com o tempo a minha dor diminuiu. Os exercícios em casa também ajudam muito. Na nona sessão, ela me liberou para relação e, sim!, eu consegui. Sem desconforto nenhum. Meu namorado conseguiu fazer a penetração e foi um momento mágico. Claro que foi tudo meio atrapalhado e mecânico, mas não estávamos ali para ter uma cena de cinema… isso vem com o tempo.

Na sessão seguinte, a dra. Débora me deu alta e me senti mais próxima de ser uma pessoa normal. É claro que nem tudo são rosas. Eu e meu namorado ainda temos um longo caminho para percorrer. Agora que não sinto desconforto, preciso encarar tudo como se tivesse acabado de perder a virgindade. Ou seja, precisamos fazer o que deveríamos ter feito há quatro anos: nos conhecer melhor na intimidade, descobrir do que o outro gosta, testar posições, aprender a estimular e provocar o prazer no outro… enfim.

Quero deixar aqui o meu agradecendo à dra. Débora, que é um amor de pessoa e sempre me incentivou a continuar seguindo em frente, mesmo quando parecia que nada ia dar certo. Obrigada pela paciência e por ter respondido minhas mil perguntas! Você é uma ótima profissional que tem o dom de mudar muitas vidas. A minha, pelo menos, eu sei que você mudou :)

Se você se identificou com os sintomas do depoimento e está com vergonha ou com medo de marcar a consulta, NÃO FIQUE. O medo só atrapalha a vida da gente. E lembre-se: você não precisa contar para ninguém que vai fazer o tratamento, se isso te incomodar. O corpo é seu.